Sons e significadosFonologia das letras “j” e “g”.
Fonologia é o estudo dos elementos sonoros capazes de distinguir significados. Por isso, antes de representarmos graficamente os sons, é necessário uma cautelosa observação dos conceitos fonológicos e ortográficos.
Como nossos ouvidos captam diferentes fonemas (unidade mínima de som), há que se dispensar muita atenção na grafia das palavras, pois sua significação, na maioria dos casos, é condizente com o emprego das letras, fenômeno identificado pelo estudo da Fonologia, como perceberemos no decorrer do texto.
Isso ocorre freqüentemente com as letras “j” e “g”. Mas não se preocupe, há regras ortográficas que possibilitam o uso adequado dessas letras.
Veja essas regras:
Palavras terminadas com ágio, égio, ígio, ógio e úgio são grafadas com “g”.
Exemplos: Estágio, colégio, litígio, relógio e refúgio.
Todos os substantivos terminados em “gem” são grafados também com a letra “g”. Para identificar um substantivo, verifique se há artigo (a, o, as, os, um, umas, etc.), pois na maioria das vezes eles vêm acompanhados pelos mesmos.
Observe: A garagem, a hospedagem, a carceragem...
Todas as conjugações do verbo terminados em “jar” são escritos com “j”.
Sendo assim: Invejar, desejar, encorajar, viajar, sobejar, despejar, etc.
Atenção!
A palavra viagem é um exemplo do estudo fonológico, pois há alteração do significado quanto ao emprego do “j” ou do “g”.
Se “viagem” for substantivo será grafada com “g”, porém se ela for uma das conjugações do verbo “viajar” (escrito com “j”) será regida pela regra que acabamos de ver.
Observe:
SubstantivoA viagem foi belíssima
Verbo ViajarPresente do Subjuntivo
Que eu viajeQue tu viajesQue ele viajeQue nós viajemosQue vós viajeisQue eles viajem
Situação semelhante ocorre com a palavra coragem – substantivo e todas as conjugações do verbo “encorajar”.
Também são grafadas com “j” palavras terminadas em “Ja” e seus derivados.
Exemplos: Laranja - laranjeira, loja - lojista, sarja - sarjeta, canja - canjica, rija – rijamente, etc.
Bom-dia
sábado, 20 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
IMAGENS SOBRE AVALIAÇÃO
IMAGENS SOBRE AVALIAÇÃO
VOCÊ JÁ DESCOBRIU COMO AVALIA?
BOLA DE PRAIA - Lembra um zero bem grande
BOLO DE FAZ-DE-CONTA - Engana pela aparência
BONECO DE NEVE - Inicia pequeno e aumenta
BICHO DE SETE CARAS - O que se espera é muito variável
BURRO DE CARGA - Carrega e não sabe o quê, sem parar para pensar
CAÇADOR E CAÇA - Professor armada, aluno não escapa
CÃO POLICIAL - Farejador, controlador
COBRA - Assusta mais do que deve
ESTRADA DE FERRO COM MUITOS TÚNEIS - É um entrar e sair do escuro
LOTERIA ESPORTIVA - Dá sempre zebra ao final
MINISTRO DA ECONOMIA - Sempre dá um jeito de embrulhar
NUVEM - Às vezes densa, às vezes tênue
PACOTE ECONÔMICO -É sempre pior do que se espera
PRAGA -Quando se pega é difícil de se livrar dela
BICHO DA SEDA - Processo de transformação da larva em borboleta
BOMBA ATÔMICA -Quando não destrói tudo, deixa sérias conseqüências
CACHAÇA - Quanto mais a ingerimos, mais nos sentimos perdidos
CASAMENTO - Difícil saber se vai dar certo
CHICOTE -Na ausência do erro não se manifesta, mas na presença de erro castiga e condiciona
DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA - Presta-se contas sobre o que não se recebeu de fato
FORMIGUEIRO - Todos trabalham, mas quem avalia é a Rainha (professora)
FUZILAMENTO - Num campo de batalha não escapa nenhum
GRAVIDEZ -Nunca se sabe o que vai nascer
TELA DE PINTOR - Subjetividade do espectador
TOBOGÃ - Dá um frio no estômago e não sabemos o que encontrar ao final
NATAL DE CRIANÇA - Cheio de esperança e sobressaltos, alegrias e frustrações
MUDO - Obrigado a observar atentamente
para entender
CANETA - Sempre presente ao escrever pareceres ou notas e ao corrigir os exercícios dos alunos
COBRA -Traiçoeira, sempre pronta a dar o bote
CORINGA - Uma incógnita
ESCURIDÃO - Não há certeza de nada
GATO -Lindo na aparência, mas difícil de lidar
GUILHOTINA - Corta as cabeças
JUIZ - Ditador, determina a sentença e deve ser cumprida
BISPO - Julga quem merece aprovação para chegar ao céu
DONA BENTA - Vê a criança como um ser total, único e que possui diferenças de outros
CAMALEÃO - Incerteza: com a cabeça diz que sim, com o rabinho diz que não
COBRA - Quando menos se espera ela dá o bote
CORUJA - Observação de todos os lados e sabedoria
FANTASMA - Dá medo, é misterioso e não o conhecemos
JUIZ - Absolve ou condena. Deve ser neutro
HITLER - Dominador, mandão, não ouve o povo
MACACO - Instável: salta de galho em galho
MOEDA E MAGA PATOLÓGICA -A Maga está sempre atrás da moeda do Tio Patinhas como o aluno está atrás da nota do professor
PEDRADA - O aluno recebe e não pode reclamar
RADAR - Tenta captar tudo. A criança não entende o alcance do radar
URUBU - Uma sombra que assusta a todos
BRUXA - Má, traiçoeira, maquiavélica
CAIXA DE SURPRESAS - Não sabe o que irá acontecer
CASA VELHA - Pode despencar ou não em cima de nós
CAVALO XUCRO -Quando “desembesta” não se prevê onde vai chegar
DONA DE CASA - Sempre preocupada com a ordem das coisas
DRAGÃO - Ameaçador
ESTRADA DESCONHECIDA - Não conhecemos suas curvas e obstáculos
GAVETA - Cada vez que se abre aparece uma coisa diferente
RAPOSA - Tem que ser astuto para descobrir o que o professor irá avaliar
TÚNEL -Claro na sua abertura e incerto na sua profundidade
PLANOS ECONÔMICOS - Procuram acertar e no final...
POÇO - Não se pode ver o fundo
PONTE ESTREITA E COMPRIDA - Nem sempre se consegue passar
ONÇA - Sempre pronta a atacar e deixar marcas profundas, irrecuperáveis
LEÃO - Assustador: causa medo e nos deixa indefesos
LOBO MAU - Se não me cuido dele, sou devorada
MÃE - Censura, cobrança, amizade, proteção
MACACO - Imprevisível: às vezes engraçado, às vezes assustador
POLICIAL - Sempre pronto a executar
ROSA -Pela pureza e segredo de sua beleza
SE NÃO É NENHUMA DESTAS,
CRIE A SUA PARA A PRÓXIMA REUNIÃO...
VOCÊ JÁ DESCOBRIU COMO AVALIA?
BOLA DE PRAIA - Lembra um zero bem grande
BOLO DE FAZ-DE-CONTA - Engana pela aparência
BONECO DE NEVE - Inicia pequeno e aumenta
BICHO DE SETE CARAS - O que se espera é muito variável
BURRO DE CARGA - Carrega e não sabe o quê, sem parar para pensar
CAÇADOR E CAÇA - Professor armada, aluno não escapa
CÃO POLICIAL - Farejador, controlador
COBRA - Assusta mais do que deve
ESTRADA DE FERRO COM MUITOS TÚNEIS - É um entrar e sair do escuro
LOTERIA ESPORTIVA - Dá sempre zebra ao final
MINISTRO DA ECONOMIA - Sempre dá um jeito de embrulhar
NUVEM - Às vezes densa, às vezes tênue
PACOTE ECONÔMICO -É sempre pior do que se espera
PRAGA -Quando se pega é difícil de se livrar dela
BICHO DA SEDA - Processo de transformação da larva em borboleta
BOMBA ATÔMICA -Quando não destrói tudo, deixa sérias conseqüências
CACHAÇA - Quanto mais a ingerimos, mais nos sentimos perdidos
CASAMENTO - Difícil saber se vai dar certo
CHICOTE -Na ausência do erro não se manifesta, mas na presença de erro castiga e condiciona
DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA - Presta-se contas sobre o que não se recebeu de fato
FORMIGUEIRO - Todos trabalham, mas quem avalia é a Rainha (professora)
FUZILAMENTO - Num campo de batalha não escapa nenhum
GRAVIDEZ -Nunca se sabe o que vai nascer
TELA DE PINTOR - Subjetividade do espectador
TOBOGÃ - Dá um frio no estômago e não sabemos o que encontrar ao final
NATAL DE CRIANÇA - Cheio de esperança e sobressaltos, alegrias e frustrações
MUDO - Obrigado a observar atentamente
para entender
CANETA - Sempre presente ao escrever pareceres ou notas e ao corrigir os exercícios dos alunos
COBRA -Traiçoeira, sempre pronta a dar o bote
CORINGA - Uma incógnita
ESCURIDÃO - Não há certeza de nada
GATO -Lindo na aparência, mas difícil de lidar
GUILHOTINA - Corta as cabeças
JUIZ - Ditador, determina a sentença e deve ser cumprida
BISPO - Julga quem merece aprovação para chegar ao céu
DONA BENTA - Vê a criança como um ser total, único e que possui diferenças de outros
CAMALEÃO - Incerteza: com a cabeça diz que sim, com o rabinho diz que não
COBRA - Quando menos se espera ela dá o bote
CORUJA - Observação de todos os lados e sabedoria
FANTASMA - Dá medo, é misterioso e não o conhecemos
JUIZ - Absolve ou condena. Deve ser neutro
HITLER - Dominador, mandão, não ouve o povo
MACACO - Instável: salta de galho em galho
MOEDA E MAGA PATOLÓGICA -A Maga está sempre atrás da moeda do Tio Patinhas como o aluno está atrás da nota do professor
PEDRADA - O aluno recebe e não pode reclamar
RADAR - Tenta captar tudo. A criança não entende o alcance do radar
URUBU - Uma sombra que assusta a todos
BRUXA - Má, traiçoeira, maquiavélica
CAIXA DE SURPRESAS - Não sabe o que irá acontecer
CASA VELHA - Pode despencar ou não em cima de nós
CAVALO XUCRO -Quando “desembesta” não se prevê onde vai chegar
DONA DE CASA - Sempre preocupada com a ordem das coisas
DRAGÃO - Ameaçador
ESTRADA DESCONHECIDA - Não conhecemos suas curvas e obstáculos
GAVETA - Cada vez que se abre aparece uma coisa diferente
RAPOSA - Tem que ser astuto para descobrir o que o professor irá avaliar
TÚNEL -Claro na sua abertura e incerto na sua profundidade
PLANOS ECONÔMICOS - Procuram acertar e no final...
POÇO - Não se pode ver o fundo
PONTE ESTREITA E COMPRIDA - Nem sempre se consegue passar
ONÇA - Sempre pronta a atacar e deixar marcas profundas, irrecuperáveis
LEÃO - Assustador: causa medo e nos deixa indefesos
LOBO MAU - Se não me cuido dele, sou devorada
MÃE - Censura, cobrança, amizade, proteção
MACACO - Imprevisível: às vezes engraçado, às vezes assustador
POLICIAL - Sempre pronto a executar
ROSA -Pela pureza e segredo de sua beleza
SE NÃO É NENHUMA DESTAS,
CRIE A SUA PARA A PRÓXIMA REUNIÃO...
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
Competências e Habilidades: você sabe lidar com isso?
Dra. Lenise Aparecida Martins GarciaProfª. do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasilia
As diretrizes curriculares nacionais, os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos oficiais referentes à educação no Brasil têm colocado - em consonância com uma tendência mundial - a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma mudança não pequena por parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada para ela.
Um momento concreto (talvez um dos únicos) em que a escola se sente responsável por ensinar explicitamente competências e habilidades é quando a criança aprende a ler e a escrever. Talvez valha a pena debruçarmo-nos um pouco sobre esse momento, que traz vários aspectos esclarecedores.
Você se lembra qual foi o texto com o qual aprendeu a ler? Qual era, digamos, o "conteúdo" desse texto? Muitos talvez se lembrem de frases com tanto significado como, por exemplo, "vovó viu a uva". Não sei se alguém se preocupou com detalhes tais como: que tipo de uva vovó viu? Ela também comeu a uva depois de vê-la?. Ou talvez a vovó já nem fosse viva! O que era objetivo de ensino, no caso, evidentemente não era nem a vovó nem a uva, mas a letra V. Com essa ou com diferentes frases, todos nós aprendemos a reconhecer e a utilizar essa letra quando desejávamos o som correspondente. O mesmo foi feito com todas as letras. Hoje há diferentes métodos de alfabetização, uns melhores e outros piores, mas se você está lendo esse texto significa que de algum modo aprendeu...
Eis outro aspecto interessante: uma vez que se saiba ler, isso significa que se pode ler todo e qualquer texto; a habilidade não está vinculada a um assunto concreto. Eu posso ler em voz alta um texto que verse sobre física quântica mesmo que compreenda muito pouco do que estou lendo. Um físico, ao ouvir-me, compreenderá. As coisas acontecem assim porque ler e compreender são habilidades diferentes.
Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas necessitam ser vistas, em si, como objetivos de ensino. Ou seja, é preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos... Independentemente do que se esteja comparando, classificando ou assim por diante. Caso contrário, o foco tenderá a permanecer no conteúdo e as competências e habilidades serão vistas de modo minimalista.
O exemplo é verídico. Uma professora me perguntou: "O que é isso de habilidades que estão falando na minha escola?". Depois de explicar um pouco, ela me respondeu: "Ah, são aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões de início do ano na frente dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz tempo!". Acho que não me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos cheias de "verbinhos" costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no restante do ano, enquanto se ministra "o conteúdo".
Romper esse tipo de hábito não é simples. Daí a importância, a meu ver, de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa desvincular as habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes disciplinas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidades. O que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno.
Vejamos esse último ponto: um professor coloca nos objetivos de ensino que o aluno, após determinada aula, deve saber "comparar uma célula animal com uma célula vegetal". Que faz o professor nessa aula? Explica (descreve?) como é uma célula animal e como é uma célula vegetal. Talvez faça uma tabelinha em que coloca, lado a lado, como é uma e como é a outra. Talvez estabeleça comparações. Entretanto, não considera de sua responsabilidade ensinar a comparar, não se preocupa com o desenvolvimento dessa habilidade no aluno. Está centrado no conteúdo "célula vegetal e animal", saber comparar é algo que o aluno deve "trazer pronto" e se ele não souber o problema não é do professor de Ciências... Só que também não é de nenhum outro...
Mudar o foco para o desenvolvimento de competências e habilidades implica, além da mudança de postura da escola, um trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada professor nessa tarefa. Um grande obstáculo, aqui, é que nós mesmos, professores, podemos ter dúvidas sobre em que consiste, realmente, uma determinada habilidade, e mais ainda sobre como auxiliar o seu desenvolvimento. Afinal, possivelmente isso nunca foi feito conosco... Mas as dificuldades não nos devem desalentar. Pelo contrário, representam o desafio de contribuir para uma mudança significativa na prática didática da escola.
Naturalmente, essa mudança de foco atinge também a questão - sempre complexa - da avaliação. Se uma habilidade é vista como objetivo de ensino, a sua aquisição deve ser avaliada. Em tese, essa avaliação pode estar vinculada ao conteúdo de qualquer disciplina. Por exemplo, se o professor de ciências trabalhou com os alunos a comparação entre célula animal e vegetal, o de português entre orações coordenadas e subordinadas e o de geografia entre meio rural e urbano, nada impede que a habilidade de comparar seja avaliada na disciplina de história, por exemplo, comparando características do Brasil-colônia com o Brasil-império. Pelo contrário, este é um modo bastante interessante de se avaliar a aquisição da habilidade, evitando que o aluno apenas reproduza uma situação que foi memorizada.
No exemplo citado coloquei, propositadamente, uma mesma habilidade sendo trabalhada em diferentes disciplinas. A meu ver, é o modo mais adequado de favorecer o seu desenvolvimento. Para isso, entretanto, é necessário que todos os professores se sintam co-responsáveis na sua aquisição pelos alunos.
Uma professora de ciências faz, na 6a série, a seguinte dinâmica com os alunos antes de entrar no tema de sistemática animal e vegetal:
Distribuí os alunos em equipes de quatro componentes. Cada equipe recebe um pacote com botões dos mais variados tipos: diferentes cores, tamanhos, número e posição dos furos. Os alunos devem classificar os botões do modo que desejarem. Depois de algum tempo, ela passa pelas equipes discutindo os critérios que foram utilizados. Finalmente, há uma discussão geral na sala.
Essa técnica simples permite desenvolver a noção do que seja classificar, o estabelecimento de critérios e parâmetros de classificação que sejam melhores ou piores. Em uma das salas, um grupo fez apenas dois grandes montes de botões. Depois de analisá-los, nenhum outro grupo conseguiu descobrir qual fora o critério de classificação. Os alunos responsáveis por esta esclareceram: "feios e bonitos". Naturalmente, foi um bom ponto de partida para a discussão de objetividade de critérios.
Naturalmente, não é objetivo dessa professora ensinar a classificar botões. O "conteúdo" botões não faz parte do seu programa. O objetivo é trabalhar conceitos básicos de classificação, desenvolver a habilidade de classificar, necessária para que se compreendam e se possam utilizar as taxonomias animal e vegetal.
Mas o que são, afinal, competências e habilidades?
Como muito bem coloca Perrenoud (1999), não existe uma noção clara e partilhada das competências. Mais do que definir, convém conceituar por diferentes ângulos.
Poderíamos dizer que uma competência permite mobilizar conhecimentos a fim de se enfrentar uma determinada situação. Destacamos aqui o termo mobilizar. A competência não é o uso estático de regrinhas aprendidas, mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma criativa e inovadora, no momento e do modo necessário.
A competência abarca, portanto, um conjunto de coisas. Perrenoud fala de esquemas, em um sentido muito próprio. Seguindo a concepção piagetiana, o esquema é uma estrutura invariante de uma operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado a uma repetição idêntica, mas pode sofrer acomodações, dependendo da situação.
Vejamos um exemplo:
Quando uma pessoa começa a aprender a dirigir, parece-lhe quase impossível controlar tudo ao mesmo tempo: o acelerador, a direção, o câmbio e a embreagem, o carro da frente, a guia, os espelhos (meu Deus, 3 espelhos!! Mas eu não tenho que olhar para a frente??). Depois de algum tempo, tudo isso lhe sai tão naturalmente que ainda é capaz de falar com o passageiro ao lado, tomar conta do filho no banco traseiro e, infringindo as regras de trânsito, comer um sanduíche. Adquiriu esquemas que lhe permitiram, de certo modo, "automatizar" as suas atividades.
Por outro lado, as situações que se lhe apresentam no trânsito nunca são iguais. A cada momento terá que enfrentar situações novas e algumas delas podem ser extremamente complexas. Atuar adequadamente em algumas delas pode ser a diferença entre morrer ou continuar vivo.
A competência implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui para desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos.
Diz Perrenoud que "uma competência orquestra um conjunto de esquemas. Envolve diversos esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação".
Pensemos agora na nossa realidade como professores. O que torna um professor competente?
Ter conhecimentos teóricos sobre a disciplina que leciona? Sem dúvida, mas não é suficiente. Saber, diante de uma pergunta inesperada de um aluno, buscar nesses conhecimentos aqueles que possam fornecer-lhe uma resposta adequada? Também.
Conseguir na sala de aula um clima agradável, respeitoso, descontraído, amigável, de estudo sério? Bem, isso seria quase um milagre, uma vez que várias dessas características, todas desejáveis, parecem quase contraditórias. Conseguir isso em um dia no qual, por qualquer motivo, houve uma briga entre os alunos? Esse professor manifestaria uma enorme competência no relacionamento humano.
Poderíamos listar muitíssimas outras. Perrenoud, em outro livro (10 novas competências para ensinar), trata de algumas delas.
O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para competências diferentes.
Uma pessoa, por exemplo, que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma habilidade) pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou mesmo um demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências diferentes.
Competências e habilidades no currículo
Se o conceito de competências e habilidades não são unívocos, mais ainda varia o modo como estão sendo tratados na prática. Os PCNs, os currículos estaduais, outros documentos (como por exemplo os do ENEM e do SAEB) dão tratamentos diferenciados.
Um dos complicadores da situação, a meu ver, é que há uma mistura entre competências, habilidades e conteúdos conceituais. De fato a competência, para ter a mobilidade que a caracteriza, não pode estar associada a nenhum conteúdo específico. Entretanto, admito que é muito difícil organizar um programa ou currículo sem fazer essa associação.
Vejamos um exemplo:
Os PCNs do ensino médio apresentam competências e habilidades em conjunto, sem definir o que seria competência e o que seria habilidade. Dada a amplitude destes termos, considero o tratamento correto. São apresentadas de um modo bastante genérico, caracterizando a mobilidade. Algumas delas, do documento de Ciências Naturais e suas Tecnologias:
Desenvolver a capacidade de questionar processos naturais e tecnológicos, identificando regularidades, apresentando interpretações e prevendo evoluções.
Utilizar instrumentos de medição e de cálculo.Procurar e sistematizar informações relevantes para a compreensão da situação-problema.Formular hipóteses e prever resultados.
Reconhecer o sentido histórico da ciência e da tecnologia, percebendo seu papel na vida humana em diferentes épocas e na capacidade humana de transformar o meio.
Entender o impacto das tecnologias associadas às ciências naturais, na sua vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social
Entretanto, para desenvolver essas competências será necessário que elas sejam trabalhadas em conexão com algum(ns) conteúdo(s) conceitual(is). Os currículos estaduais estão em geral refletindo essa associação. Vejamos alguns tópicos (classificados como competências) do currículo do distrito federal:
Identificar a célula como unidade responsável pela formação de todos os seres vivos, não existindo vida fora dela.
Explicar os processos de transmissão das características hereditárias e compreender as manifestações físicas e socioculturais delas.
Compreender que as espécies sofrem transformações ao longo do tempo, gerando a diversidade, segundo seleções, adaptações e extinções.
Como podemos perceber, ao fazer-se a combinação competência / conteúdo conceitual perdeu-se a mobilidade. Entretanto, isso não quer dizer que não se possam desenvolver, por esse caminho, competências móveis. Por exemplo, aqui se fala das manifestações físicas e socioculturais ligadas à transmissão das características hereditárias. Se forem trabalhadas também manifestações socioculturais em outros aspectos da ciência, ao longo do currículo, a competência de detectá-las e compreendê-las em diferentes situações estará sendo construída.
Penso que ainda temos muito o que aprender quanto aos modos de expressar e principalmente de desenvolver competências e habilidades como objetivos de ensino e aprendizagem. Certamente, terá que ser uma construção coletiva.
É também Perrenoud quem diz que "construir uma competência significa aprender a identificar e a encontrar os conhecimentos pertinentes". Por isso, "se estiverem já presentes, organizados e designados pelo contexto, fica escamoteada essa parte essencial da transferência e da mobilização".
Do ponto de vista prático, isso significa que é necessário que os alunos descubram os seus próprios caminhos. Quanto mais "pronto" é o conhecimento que lhes chega, menos estarão desenvolvendo a própria capacidade de buscar esses conhecimentos, de "aprender a aprender", como tanto se preconiza hoje.
Levada ao extremo, essa concepção tornaria desnecessária - e mesmo prejudicial - a atuação do professor. Entretanto, não é essa a interpretação que damos. O professor tem que reconhecer, isso sim, que o ensino não pode mais centrar-se na transmissão de conteúdos conceituais. Ele passa a ser um facilitador do desenvolvimento, pelos alunos, de habilidades e competências.
Competências e habilidades na sala de aula
A pergunta surge espontânea: o que o professor precisa fazer, então, para assumir esse novo papel?
Eu diria que um dos aspectos básicos é saber dosar o preparo e a programação das aulas com a improvisação. Talvez alguns fiquem chocados com esta colocação. Afinal, insistiu-se tanto na importância das metodologias de ensino, em aulas muito bem planejadas e pré-programadas, lançando mão dos mais diversos recursos pedagógicos... Mas o fato é que uma aula muito bem programada não dá espaço ao aluno.
É importante que um professor saiba como vai iniciar a sua aula, que recursos deverá ter disponíveis, os objetivos que pretende atingir. Entretanto, se cada passo da aula estiver previamente delineado ele tenderá a "escapar" dos questionamentos dos alunos, a inibir a sua participação (uma vez que isso sempre atrapalha o caminho previamente traçado), a seguir linhas de raciocínio que talvez sejam as suas, mas não as dos seus alunos.
Temos que evitar, entretanto, cair no pólo oposto: que as aulas aconteçam sem um objetivo concreto, como um barco que ficasse ao sabor do vento que soprar mais forte, sem um porto de destino.
Um modo de chegar ao porto de destino, fazendo a rota que seja mais conveniente em cada situação (como faz um barco; existe um traçado original, do qual entretanto ele muitas vezes se desvia por circunstâncias do caminho), é trabalhar sobre projetos ou problemas concretos. As competências e habilidades, desenvolvidas nesse contexto, já devem ir surgindo ou se aperfeiçoando com a necessária mobilidade. Os conteúdos conceituais serão também aprofundados à medida em que se fazem úteis ou necessários.
Evidentemente, para que se trabalhe adequadamente desta forma o primeiro a necessitar de competências com grande mobilidade e capacidade da transferência de conhecimentos para atender a situações concretas é o professor.
Infelizmente, como é freqüente que um professor de biologia seja capaz de reconhecer as organelas celulares desenhadas em seu livro, mas não em uma microscopia eletrônica... Ou "dar" aos alunos toda uma tabela de classificação de insetos, inclusive com nome científico, e ser incapaz de classificar um que o seu aluno trouxe do jardim...
Há professores que temem (e evitam) as aulas de laboratório pelo receio de que os experimentos "dêem errado". Não têm consciência de que todos os experimentos dão certo, ou seja, o seu resultado reflete o que aconteceu nos diferentes passos experimentais. Um experimento que não dá o resultado previsto muitas vezes é didaticamente mais útil, uma vez que terão que ser formuladas e analisadas hipóteses que não haviam sido antecipadas. É a mobilidade da competência sendo acionada. Flemming não teria descoberto a penicilina se uma de suas placas não tivesse sido acidentalmente contaminada. Mas também não a teria descoberto se tivesse descartado essa placa "que deu errado".
Outro aspecto necessário para o desenvolvimento de competências - que são gerais, e não setorizadas - é a ruptura das barreiras que se criaram entre as diferentes disciplinas. É verdade que cada disciplina tem as suas particularidades, uma metodologia própria, uma abordagem epistemológica que lhe é característica. Entretanto, é também verdade que nenhum fenômeno complexo envolve uma única disciplina para a sua resolução.
É necessário que cada professor se sinta responsável pela formação global de seu aluno e não por um único aspecto, informativo e relacionado à sua área específica de atuação.
Dra. Lenise Aparecida Martins GarciaProfª. do Dept°. de Biologia Celular da Universidade de Brasilia
As diretrizes curriculares nacionais, os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos oficiais referentes à educação no Brasil têm colocado - em consonância com uma tendência mundial - a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma mudança não pequena por parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada para ela.
Um momento concreto (talvez um dos únicos) em que a escola se sente responsável por ensinar explicitamente competências e habilidades é quando a criança aprende a ler e a escrever. Talvez valha a pena debruçarmo-nos um pouco sobre esse momento, que traz vários aspectos esclarecedores.
Você se lembra qual foi o texto com o qual aprendeu a ler? Qual era, digamos, o "conteúdo" desse texto? Muitos talvez se lembrem de frases com tanto significado como, por exemplo, "vovó viu a uva". Não sei se alguém se preocupou com detalhes tais como: que tipo de uva vovó viu? Ela também comeu a uva depois de vê-la?. Ou talvez a vovó já nem fosse viva! O que era objetivo de ensino, no caso, evidentemente não era nem a vovó nem a uva, mas a letra V. Com essa ou com diferentes frases, todos nós aprendemos a reconhecer e a utilizar essa letra quando desejávamos o som correspondente. O mesmo foi feito com todas as letras. Hoje há diferentes métodos de alfabetização, uns melhores e outros piores, mas se você está lendo esse texto significa que de algum modo aprendeu...
Eis outro aspecto interessante: uma vez que se saiba ler, isso significa que se pode ler todo e qualquer texto; a habilidade não está vinculada a um assunto concreto. Eu posso ler em voz alta um texto que verse sobre física quântica mesmo que compreenda muito pouco do que estou lendo. Um físico, ao ouvir-me, compreenderá. As coisas acontecem assim porque ler e compreender são habilidades diferentes.
Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas necessitam ser vistas, em si, como objetivos de ensino. Ou seja, é preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos... Independentemente do que se esteja comparando, classificando ou assim por diante. Caso contrário, o foco tenderá a permanecer no conteúdo e as competências e habilidades serão vistas de modo minimalista.
O exemplo é verídico. Uma professora me perguntou: "O que é isso de habilidades que estão falando na minha escola?". Depois de explicar um pouco, ela me respondeu: "Ah, são aqueles verbinhos que a gente coloca nas reuniões de início do ano na frente dos objetivos de ensino? Já aprendi a fazer isso faz tempo!". Acho que não me engano ao imaginar que aquelas listas de objetivos cheias de "verbinhos" costumam ficar na gaveta da professora ou da diretora no restante do ano, enquanto se ministra "o conteúdo".
Romper esse tipo de hábito não é simples. Daí a importância, a meu ver, de se considerar as habilidades e competências como objetivos em si, tal como se faz com a leitura e a escrita. Logicamente, isso não significa desvincular as habilidades de algum conteúdo. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes disciplinas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidades. O que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno.
Vejamos esse último ponto: um professor coloca nos objetivos de ensino que o aluno, após determinada aula, deve saber "comparar uma célula animal com uma célula vegetal". Que faz o professor nessa aula? Explica (descreve?) como é uma célula animal e como é uma célula vegetal. Talvez faça uma tabelinha em que coloca, lado a lado, como é uma e como é a outra. Talvez estabeleça comparações. Entretanto, não considera de sua responsabilidade ensinar a comparar, não se preocupa com o desenvolvimento dessa habilidade no aluno. Está centrado no conteúdo "célula vegetal e animal", saber comparar é algo que o aluno deve "trazer pronto" e se ele não souber o problema não é do professor de Ciências... Só que também não é de nenhum outro...
Mudar o foco para o desenvolvimento de competências e habilidades implica, além da mudança de postura da escola, um trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada professor nessa tarefa. Um grande obstáculo, aqui, é que nós mesmos, professores, podemos ter dúvidas sobre em que consiste, realmente, uma determinada habilidade, e mais ainda sobre como auxiliar o seu desenvolvimento. Afinal, possivelmente isso nunca foi feito conosco... Mas as dificuldades não nos devem desalentar. Pelo contrário, representam o desafio de contribuir para uma mudança significativa na prática didática da escola.
Naturalmente, essa mudança de foco atinge também a questão - sempre complexa - da avaliação. Se uma habilidade é vista como objetivo de ensino, a sua aquisição deve ser avaliada. Em tese, essa avaliação pode estar vinculada ao conteúdo de qualquer disciplina. Por exemplo, se o professor de ciências trabalhou com os alunos a comparação entre célula animal e vegetal, o de português entre orações coordenadas e subordinadas e o de geografia entre meio rural e urbano, nada impede que a habilidade de comparar seja avaliada na disciplina de história, por exemplo, comparando características do Brasil-colônia com o Brasil-império. Pelo contrário, este é um modo bastante interessante de se avaliar a aquisição da habilidade, evitando que o aluno apenas reproduza uma situação que foi memorizada.
No exemplo citado coloquei, propositadamente, uma mesma habilidade sendo trabalhada em diferentes disciplinas. A meu ver, é o modo mais adequado de favorecer o seu desenvolvimento. Para isso, entretanto, é necessário que todos os professores se sintam co-responsáveis na sua aquisição pelos alunos.
Uma professora de ciências faz, na 6a série, a seguinte dinâmica com os alunos antes de entrar no tema de sistemática animal e vegetal:
Distribuí os alunos em equipes de quatro componentes. Cada equipe recebe um pacote com botões dos mais variados tipos: diferentes cores, tamanhos, número e posição dos furos. Os alunos devem classificar os botões do modo que desejarem. Depois de algum tempo, ela passa pelas equipes discutindo os critérios que foram utilizados. Finalmente, há uma discussão geral na sala.
Essa técnica simples permite desenvolver a noção do que seja classificar, o estabelecimento de critérios e parâmetros de classificação que sejam melhores ou piores. Em uma das salas, um grupo fez apenas dois grandes montes de botões. Depois de analisá-los, nenhum outro grupo conseguiu descobrir qual fora o critério de classificação. Os alunos responsáveis por esta esclareceram: "feios e bonitos". Naturalmente, foi um bom ponto de partida para a discussão de objetividade de critérios.
Naturalmente, não é objetivo dessa professora ensinar a classificar botões. O "conteúdo" botões não faz parte do seu programa. O objetivo é trabalhar conceitos básicos de classificação, desenvolver a habilidade de classificar, necessária para que se compreendam e se possam utilizar as taxonomias animal e vegetal.
Mas o que são, afinal, competências e habilidades?
Como muito bem coloca Perrenoud (1999), não existe uma noção clara e partilhada das competências. Mais do que definir, convém conceituar por diferentes ângulos.
Poderíamos dizer que uma competência permite mobilizar conhecimentos a fim de se enfrentar uma determinada situação. Destacamos aqui o termo mobilizar. A competência não é o uso estático de regrinhas aprendidas, mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma criativa e inovadora, no momento e do modo necessário.
A competência abarca, portanto, um conjunto de coisas. Perrenoud fala de esquemas, em um sentido muito próprio. Seguindo a concepção piagetiana, o esquema é uma estrutura invariante de uma operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado a uma repetição idêntica, mas pode sofrer acomodações, dependendo da situação.
Vejamos um exemplo:
Quando uma pessoa começa a aprender a dirigir, parece-lhe quase impossível controlar tudo ao mesmo tempo: o acelerador, a direção, o câmbio e a embreagem, o carro da frente, a guia, os espelhos (meu Deus, 3 espelhos!! Mas eu não tenho que olhar para a frente??). Depois de algum tempo, tudo isso lhe sai tão naturalmente que ainda é capaz de falar com o passageiro ao lado, tomar conta do filho no banco traseiro e, infringindo as regras de trânsito, comer um sanduíche. Adquiriu esquemas que lhe permitiram, de certo modo, "automatizar" as suas atividades.
Por outro lado, as situações que se lhe apresentam no trânsito nunca são iguais. A cada momento terá que enfrentar situações novas e algumas delas podem ser extremamente complexas. Atuar adequadamente em algumas delas pode ser a diferença entre morrer ou continuar vivo.
A competência implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui para desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos.
Diz Perrenoud que "uma competência orquestra um conjunto de esquemas. Envolve diversos esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação".
Pensemos agora na nossa realidade como professores. O que torna um professor competente?
Ter conhecimentos teóricos sobre a disciplina que leciona? Sem dúvida, mas não é suficiente. Saber, diante de uma pergunta inesperada de um aluno, buscar nesses conhecimentos aqueles que possam fornecer-lhe uma resposta adequada? Também.
Conseguir na sala de aula um clima agradável, respeitoso, descontraído, amigável, de estudo sério? Bem, isso seria quase um milagre, uma vez que várias dessas características, todas desejáveis, parecem quase contraditórias. Conseguir isso em um dia no qual, por qualquer motivo, houve uma briga entre os alunos? Esse professor manifestaria uma enorme competência no relacionamento humano.
Poderíamos listar muitíssimas outras. Perrenoud, em outro livro (10 novas competências para ensinar), trata de algumas delas.
O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as competências. Assim, a competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma habilidade pode contribuir para competências diferentes.
Uma pessoa, por exemplo, que tenha uma boa expressão verbal (considerando que isso seja uma habilidade) pode se utilizar dela para ser um bom professor, um radialista, um advogado, ou mesmo um demagogo. Em cada caso, essa habilidade estará compondo competências diferentes.
Competências e habilidades no currículo
Se o conceito de competências e habilidades não são unívocos, mais ainda varia o modo como estão sendo tratados na prática. Os PCNs, os currículos estaduais, outros documentos (como por exemplo os do ENEM e do SAEB) dão tratamentos diferenciados.
Um dos complicadores da situação, a meu ver, é que há uma mistura entre competências, habilidades e conteúdos conceituais. De fato a competência, para ter a mobilidade que a caracteriza, não pode estar associada a nenhum conteúdo específico. Entretanto, admito que é muito difícil organizar um programa ou currículo sem fazer essa associação.
Vejamos um exemplo:
Os PCNs do ensino médio apresentam competências e habilidades em conjunto, sem definir o que seria competência e o que seria habilidade. Dada a amplitude destes termos, considero o tratamento correto. São apresentadas de um modo bastante genérico, caracterizando a mobilidade. Algumas delas, do documento de Ciências Naturais e suas Tecnologias:
Desenvolver a capacidade de questionar processos naturais e tecnológicos, identificando regularidades, apresentando interpretações e prevendo evoluções.
Utilizar instrumentos de medição e de cálculo.Procurar e sistematizar informações relevantes para a compreensão da situação-problema.Formular hipóteses e prever resultados.
Reconhecer o sentido histórico da ciência e da tecnologia, percebendo seu papel na vida humana em diferentes épocas e na capacidade humana de transformar o meio.
Entender o impacto das tecnologias associadas às ciências naturais, na sua vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social
Entretanto, para desenvolver essas competências será necessário que elas sejam trabalhadas em conexão com algum(ns) conteúdo(s) conceitual(is). Os currículos estaduais estão em geral refletindo essa associação. Vejamos alguns tópicos (classificados como competências) do currículo do distrito federal:
Identificar a célula como unidade responsável pela formação de todos os seres vivos, não existindo vida fora dela.
Explicar os processos de transmissão das características hereditárias e compreender as manifestações físicas e socioculturais delas.
Compreender que as espécies sofrem transformações ao longo do tempo, gerando a diversidade, segundo seleções, adaptações e extinções.
Como podemos perceber, ao fazer-se a combinação competência / conteúdo conceitual perdeu-se a mobilidade. Entretanto, isso não quer dizer que não se possam desenvolver, por esse caminho, competências móveis. Por exemplo, aqui se fala das manifestações físicas e socioculturais ligadas à transmissão das características hereditárias. Se forem trabalhadas também manifestações socioculturais em outros aspectos da ciência, ao longo do currículo, a competência de detectá-las e compreendê-las em diferentes situações estará sendo construída.
Penso que ainda temos muito o que aprender quanto aos modos de expressar e principalmente de desenvolver competências e habilidades como objetivos de ensino e aprendizagem. Certamente, terá que ser uma construção coletiva.
É também Perrenoud quem diz que "construir uma competência significa aprender a identificar e a encontrar os conhecimentos pertinentes". Por isso, "se estiverem já presentes, organizados e designados pelo contexto, fica escamoteada essa parte essencial da transferência e da mobilização".
Do ponto de vista prático, isso significa que é necessário que os alunos descubram os seus próprios caminhos. Quanto mais "pronto" é o conhecimento que lhes chega, menos estarão desenvolvendo a própria capacidade de buscar esses conhecimentos, de "aprender a aprender", como tanto se preconiza hoje.
Levada ao extremo, essa concepção tornaria desnecessária - e mesmo prejudicial - a atuação do professor. Entretanto, não é essa a interpretação que damos. O professor tem que reconhecer, isso sim, que o ensino não pode mais centrar-se na transmissão de conteúdos conceituais. Ele passa a ser um facilitador do desenvolvimento, pelos alunos, de habilidades e competências.
Competências e habilidades na sala de aula
A pergunta surge espontânea: o que o professor precisa fazer, então, para assumir esse novo papel?
Eu diria que um dos aspectos básicos é saber dosar o preparo e a programação das aulas com a improvisação. Talvez alguns fiquem chocados com esta colocação. Afinal, insistiu-se tanto na importância das metodologias de ensino, em aulas muito bem planejadas e pré-programadas, lançando mão dos mais diversos recursos pedagógicos... Mas o fato é que uma aula muito bem programada não dá espaço ao aluno.
É importante que um professor saiba como vai iniciar a sua aula, que recursos deverá ter disponíveis, os objetivos que pretende atingir. Entretanto, se cada passo da aula estiver previamente delineado ele tenderá a "escapar" dos questionamentos dos alunos, a inibir a sua participação (uma vez que isso sempre atrapalha o caminho previamente traçado), a seguir linhas de raciocínio que talvez sejam as suas, mas não as dos seus alunos.
Temos que evitar, entretanto, cair no pólo oposto: que as aulas aconteçam sem um objetivo concreto, como um barco que ficasse ao sabor do vento que soprar mais forte, sem um porto de destino.
Um modo de chegar ao porto de destino, fazendo a rota que seja mais conveniente em cada situação (como faz um barco; existe um traçado original, do qual entretanto ele muitas vezes se desvia por circunstâncias do caminho), é trabalhar sobre projetos ou problemas concretos. As competências e habilidades, desenvolvidas nesse contexto, já devem ir surgindo ou se aperfeiçoando com a necessária mobilidade. Os conteúdos conceituais serão também aprofundados à medida em que se fazem úteis ou necessários.
Evidentemente, para que se trabalhe adequadamente desta forma o primeiro a necessitar de competências com grande mobilidade e capacidade da transferência de conhecimentos para atender a situações concretas é o professor.
Infelizmente, como é freqüente que um professor de biologia seja capaz de reconhecer as organelas celulares desenhadas em seu livro, mas não em uma microscopia eletrônica... Ou "dar" aos alunos toda uma tabela de classificação de insetos, inclusive com nome científico, e ser incapaz de classificar um que o seu aluno trouxe do jardim...
Há professores que temem (e evitam) as aulas de laboratório pelo receio de que os experimentos "dêem errado". Não têm consciência de que todos os experimentos dão certo, ou seja, o seu resultado reflete o que aconteceu nos diferentes passos experimentais. Um experimento que não dá o resultado previsto muitas vezes é didaticamente mais útil, uma vez que terão que ser formuladas e analisadas hipóteses que não haviam sido antecipadas. É a mobilidade da competência sendo acionada. Flemming não teria descoberto a penicilina se uma de suas placas não tivesse sido acidentalmente contaminada. Mas também não a teria descoberto se tivesse descartado essa placa "que deu errado".
Outro aspecto necessário para o desenvolvimento de competências - que são gerais, e não setorizadas - é a ruptura das barreiras que se criaram entre as diferentes disciplinas. É verdade que cada disciplina tem as suas particularidades, uma metodologia própria, uma abordagem epistemológica que lhe é característica. Entretanto, é também verdade que nenhum fenômeno complexo envolve uma única disciplina para a sua resolução.
É necessário que cada professor se sinta responsável pela formação global de seu aluno e não por um único aspecto, informativo e relacionado à sua área específica de atuação.
A IMPORTÂNCIA DO CAFEZINHO
A importância do cafezinho Dois leões fugiram do Jardim Zoológico. Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou. Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula.Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega: - Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer ... !!! O outro leão então explicou: - Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele. - E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários? - Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba.. É que eu cometi um erro gravíssimo. Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que eu comi o que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!
DIREITOS DOS PAIS E DOS FILHOS
E.E.E.F. VITÓRIA QUINTELLA DA SILVA LY
DIREITOS DOS PAIS:
Os pais ou responsáveis tem compromisso de assegurar os direitos à vida, saúde, alimentação, educação, esporte, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, convivência familiar e comunitária de seus filhos.
Dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais (art. 22 do ECA).
Nenhuma criança ou adolescente poderá sofrer negligência, discriminação, exploração, violência física ou psicológica, crueldade e opressão. Será punido na forma da lei qualquer atentando por ação ou omissão aos seus direitos fundamentais (art. 5 do ECA).
Registrar a criança nos primeiros 15 dias, após o nascimento.
Respeitar a integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente.
Obrigatoriedade de matrícula e acompanhamento do aproveitamento escolar de seu filho.
Obrigação de buscar conhecimento para a melhor educação e condução dos filhos.
Obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado quando necessário.
Se o pai ou responsável não cumprir com as suas obrigações, estará sujeito à penalidades previstas no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê multa e até detenção.
DIREITOS DOS FILHOS:
Freqüentar a escola todos os dias, respeitando professores e colegas.
Respeitar e obedecer os pais ou responsáveis, ouvindo as orientações, sem agredi-los física ou verbalmente.
Não dormir fora de casa sem autorização dos pais ou responsáveis.
Tem a obrigação de avisar o local para onde vai e o horário de regresso, sempre com a permissão dos pais.
Ajudar com tarefas compatíveis com seu desenvolvimento, colaborando pela ordem e limpeza da casa.
Cuidar da sua higiene pessoal.
Não ficar até tarde da noite na rua.
Não se envolver com substâncias entorpecentes ou bebidas alcoólicas.
Não pegar objetos alheios sem prévia autorização.
Não mendigar.
Se a criança ou adolescente não cumprir com suas obrigações, estarão sujeitos às medidas de proteção e sócio-educativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Juizado da Infância e Juventude.
ESCOLA QUINTELLA INFORMANDO SUA COMUNIDADE...
DIREITOS DOS PAIS:
Os pais ou responsáveis tem compromisso de assegurar os direitos à vida, saúde, alimentação, educação, esporte, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, convivência familiar e comunitária de seus filhos.
Dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais (art. 22 do ECA).
Nenhuma criança ou adolescente poderá sofrer negligência, discriminação, exploração, violência física ou psicológica, crueldade e opressão. Será punido na forma da lei qualquer atentando por ação ou omissão aos seus direitos fundamentais (art. 5 do ECA).
Registrar a criança nos primeiros 15 dias, após o nascimento.
Respeitar a integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente.
Obrigatoriedade de matrícula e acompanhamento do aproveitamento escolar de seu filho.
Obrigação de buscar conhecimento para a melhor educação e condução dos filhos.
Obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado quando necessário.
Se o pai ou responsável não cumprir com as suas obrigações, estará sujeito à penalidades previstas no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê multa e até detenção.
DIREITOS DOS FILHOS:
Freqüentar a escola todos os dias, respeitando professores e colegas.
Respeitar e obedecer os pais ou responsáveis, ouvindo as orientações, sem agredi-los física ou verbalmente.
Não dormir fora de casa sem autorização dos pais ou responsáveis.
Tem a obrigação de avisar o local para onde vai e o horário de regresso, sempre com a permissão dos pais.
Ajudar com tarefas compatíveis com seu desenvolvimento, colaborando pela ordem e limpeza da casa.
Cuidar da sua higiene pessoal.
Não ficar até tarde da noite na rua.
Não se envolver com substâncias entorpecentes ou bebidas alcoólicas.
Não pegar objetos alheios sem prévia autorização.
Não mendigar.
Se a criança ou adolescente não cumprir com suas obrigações, estarão sujeitos às medidas de proteção e sócio-educativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Juizado da Infância e Juventude.
ESCOLA QUINTELLA INFORMANDO SUA COMUNIDADE...
FRISO
FRISO:
HERÓIS DA INFÂNCIA
FRISO
É uma tira de papel onde vocês podem
Colar textos e imagens.
1. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO:
A classe será dividida em grupos de pelo menos quatro alunos. Cada grupo deverá escolher um herói ou heroína e construir sua imagem, seguindo as instruções para o trabalho.
Cada um fala sobre o seu herói predileto, destacando os aspectos a seguir.
Nome, aspecto físico e onde aparecia (TV, quadrinhos, cinema, livro, etc.).
Onde vivia e seus objetivos.
Seus amigos e ajudantes.
Seus antagonistas.
Seus poderes.
Uma aventura inesquecível.
Depois da exposição de todos, o grupo escolherá o herói com o qual vai trabalhar. Se ficarem em dúvida, façam uma votação.
Instruções para o trabalho em equipe:
Para o trabalho em equipe ser produtivo, é importante que as tarefas sejam bem organizadas. Primeiro decidam quem vai coordenar o trabalho. E procurem seguir as regras abaixo:
- Evitar falar ao mesmo tempo que outro colega, para que todos possam se entender.
- Ouvir em silêncio quando um membro da equipe estiver falando.
- Respeitar a fala do colega.
- Quando for sua vez de falar, procure ser objetivo.
Ao votar a escolha do herói, não vote no seu só porque foi você quem o apresentou. Procure ser objetivo na avaliação e levar em conta o interesse que a personagem terá para outras pessoas, a facilidade de acesso a recursos como fotos, artigos, histórias, etc.
Pensem em como ilustrar. Vejam uma lista de possibilidades.
ð Fotos do herói, de seus ajudantes e de seus antagonistas.
ð Ilustrações que mostrem o herói ou o lugar onde ele vivia.
ð Caso seja um herói de história em quadrinhos, seria interessante trazer um exemplar para fazer parte do friso.
ð Caso seja um herói de cinema, seria muito bom conseguir um cartaz ou imagens de um filme de que o herói tenha participado.
2. PREPARAÇÃO DO FRISO:
Feita a escolha, cada grupo levanta todas as informações que puder sobre o herói e escreve um texto de apresentação. Incluam neste texto as informações da caracterização inicial.
Reúnam o material para ilustrar o trabalho.
ð O friso deve reunir o trabalho de todos os grupos. Definam um espaço do papel para que cada equipe possa montar sua parte.
ð Cada grupo planeja o uso dos recursos que reuniu. Planeja também como arrumar tudo isso no espaço de que dispõe.
Como e onde pesquisar. Algumas dicas:
ð A internet é uma ótima fonte de pesquisa, mas não basta imprimir o que encontrar nos sites pesquisados. Selecione as informações relevantes para fazerem parte do texto.
ð Há publicações especializadas em cinema, em quadrinhos, em desenho animado.
ð A memória dos adultos pode ajudar. Se acharem interessante, incluam uma entrevista na pesquisa.
ü Cada grupo passa a limpo o texto em um papel que será colado no friso.
Ao passar o texto a limpo, prestem atenção à ortografia e à letra. Avaliem se o texto está claro, se caracteriza bem a personagem.
As fotos e demais materiais devem ser acompanhados de legendas.
ü Ao distribuir o material no papel, considerem os seguintes aspectos:
Não coloquem tudo muito junto. Facilitem a observação de quem vai olhar o friso e ler os textos.
Procurem criar um visual agradável, que desperte a curiosidade do público.
3. MONTAGEM DO FRISO:
ü O friso deve ser montado horizontalmente e ocupar o comprimento de uma parede.
ü Afixem-no na parede, de modo que toda a turma possa lê-lo.
ü Convidem professores e colegas de outras classes para apreciar o resultado. Com certeza sua classe deve ter ficado animada com esse friso!
RELATÓRIO:
Este trabalho foi realizado pela professora Adriana Jeusti, que é titular de Português da 6ª série de nossa escola.
Como nossa escola ainda não possui o laboratório de informática instalado, o trabalho foi feito a partir de uma sugestão do livro adotado “Português – Projeto Araribá – Editora Moderna – 6ª série”.
Sugestão: fazer este friso com professores e funcionários da escola para ver a diferença dos heróis de infância durante o tempo.
HERÓIS DA INFÂNCIA
FRISO
É uma tira de papel onde vocês podem
Colar textos e imagens.
1. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO:
A classe será dividida em grupos de pelo menos quatro alunos. Cada grupo deverá escolher um herói ou heroína e construir sua imagem, seguindo as instruções para o trabalho.
Cada um fala sobre o seu herói predileto, destacando os aspectos a seguir.
Nome, aspecto físico e onde aparecia (TV, quadrinhos, cinema, livro, etc.).
Onde vivia e seus objetivos.
Seus amigos e ajudantes.
Seus antagonistas.
Seus poderes.
Uma aventura inesquecível.
Depois da exposição de todos, o grupo escolherá o herói com o qual vai trabalhar. Se ficarem em dúvida, façam uma votação.
Instruções para o trabalho em equipe:
Para o trabalho em equipe ser produtivo, é importante que as tarefas sejam bem organizadas. Primeiro decidam quem vai coordenar o trabalho. E procurem seguir as regras abaixo:
- Evitar falar ao mesmo tempo que outro colega, para que todos possam se entender.
- Ouvir em silêncio quando um membro da equipe estiver falando.
- Respeitar a fala do colega.
- Quando for sua vez de falar, procure ser objetivo.
Ao votar a escolha do herói, não vote no seu só porque foi você quem o apresentou. Procure ser objetivo na avaliação e levar em conta o interesse que a personagem terá para outras pessoas, a facilidade de acesso a recursos como fotos, artigos, histórias, etc.
Pensem em como ilustrar. Vejam uma lista de possibilidades.
ð Fotos do herói, de seus ajudantes e de seus antagonistas.
ð Ilustrações que mostrem o herói ou o lugar onde ele vivia.
ð Caso seja um herói de história em quadrinhos, seria interessante trazer um exemplar para fazer parte do friso.
ð Caso seja um herói de cinema, seria muito bom conseguir um cartaz ou imagens de um filme de que o herói tenha participado.
2. PREPARAÇÃO DO FRISO:
Feita a escolha, cada grupo levanta todas as informações que puder sobre o herói e escreve um texto de apresentação. Incluam neste texto as informações da caracterização inicial.
Reúnam o material para ilustrar o trabalho.
ð O friso deve reunir o trabalho de todos os grupos. Definam um espaço do papel para que cada equipe possa montar sua parte.
ð Cada grupo planeja o uso dos recursos que reuniu. Planeja também como arrumar tudo isso no espaço de que dispõe.
Como e onde pesquisar. Algumas dicas:
ð A internet é uma ótima fonte de pesquisa, mas não basta imprimir o que encontrar nos sites pesquisados. Selecione as informações relevantes para fazerem parte do texto.
ð Há publicações especializadas em cinema, em quadrinhos, em desenho animado.
ð A memória dos adultos pode ajudar. Se acharem interessante, incluam uma entrevista na pesquisa.
ü Cada grupo passa a limpo o texto em um papel que será colado no friso.
Ao passar o texto a limpo, prestem atenção à ortografia e à letra. Avaliem se o texto está claro, se caracteriza bem a personagem.
As fotos e demais materiais devem ser acompanhados de legendas.
ü Ao distribuir o material no papel, considerem os seguintes aspectos:
Não coloquem tudo muito junto. Facilitem a observação de quem vai olhar o friso e ler os textos.
Procurem criar um visual agradável, que desperte a curiosidade do público.
3. MONTAGEM DO FRISO:
ü O friso deve ser montado horizontalmente e ocupar o comprimento de uma parede.
ü Afixem-no na parede, de modo que toda a turma possa lê-lo.
ü Convidem professores e colegas de outras classes para apreciar o resultado. Com certeza sua classe deve ter ficado animada com esse friso!
RELATÓRIO:
Este trabalho foi realizado pela professora Adriana Jeusti, que é titular de Português da 6ª série de nossa escola.
Como nossa escola ainda não possui o laboratório de informática instalado, o trabalho foi feito a partir de uma sugestão do livro adotado “Português – Projeto Araribá – Editora Moderna – 6ª série”.
Sugestão: fazer este friso com professores e funcionários da escola para ver a diferença dos heróis de infância durante o tempo.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
MANUAL DA NOVA ORTOGRAFIA
O QUE MUDA NO JEITO DE ESCREVER
REGRAS DE ACENTUAÇÃO, TREMA, HÍFEN...
AS ADAPTAÇÕES EM TEXTOS E LIVROS
REGRAS DE ACENTUAÇÃO, TREMA, HÍFEN...
AS ADAPTAÇÕES EM TEXTOS E LIVROS
terça-feira, 19 de agosto de 2008
DICAS PARA BLOGS
DICAS PARA BLOGS:
Como adicionar um mural de recados:
1) abre o site: http://www.codigofonte.net/
2) vc se cadastra - coloca um apelido e uma senha
3) em seguida vai em serviços, lado esquerdo e procura a palavra MURAL
4) clica depois em instalar mural
5) segue depois todos os passos que pede.
Como adicionar clima tempo:
1) abre o site: http://climatempo.com.br/
2) vai na página até embaixo e veja: tempo no seu site
3) clica em faça já o seu e segue os passos que pede.
Para criar uma raspadinha:
1) abre o site: http://animeseuespaco.com/geradores/18
2) digita o que pretendes que apareça nela
3) copia o código que gerou e coloca em layout - adiciona um elemento de página em HTML
Para criar uma mensagem explosiva:
1) abre o site: http://animeseuespaco.com/
2) vai em GERADORES
3) e segue todos os passos
Para colocar música:
1) abre o site: http://www.mp3tube.net/
2) em cima onde diz SEARCH_________gO = no espaço escreva o nome do cantor ou da música e aí vai abrir a página.
Ex. Celine Dion, abre os nomes das músicas e vc pode escutar clicando em play.
- Para adicionar no blog deve-se copiar EMBEB e não a URL e postar no blog em Layout - adiciona um elemento de página em HTML
Para colocar um contador de visitantes:
1) abre o site: http://codigofonte.net/
2) vc se cadastra coloca um apelido e uma senha
3) em seguida vai em serviços, lado esquerdo e procura a palavra CONTADOR
4) clica depois em instalar contador
5) segue depois todos os passos que pede.
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